Comentários Sobre a Pena de Morte

Não há de se negar que pena de morte sob amparo da lei é algo polêmico de se falar. Talvez por esta seja a razão de ser necessário abordar o tema.

Infelizmente, ao abordar o tema ocorre do sentimentalismo e bom-mocismo tomar conta do cenário, atendo-se à premissa de que este fato de que acaba por ser válido dos dois lados da argumentação (o contra e o favorável). Não obstante, é compreensível na parte dos cenários apresentados pelos argumentadores.

Uma Forca, simbolizando morte por enforcamento, que já foi utilizado como método de aplicação da Sentença de Morte.

Ao pesquisar um pouco mais sobre o assunto, buscando ao máximo ser imparcial, me deparei com falas fervorosas e estarrecedoras sobre o tema em questão. Mas antes de partir para tal etapa, vejo como uma boa alusão ao assunto o que ocorre dentro de uma HQ (História em Quadrinho) de um personagem com uma reputação peculiar, mesmo aqui no Brasil, que é o Cavaleiro das Trevas, o Batman! Entenda o caso:

O princípio fundamental e assim inviolável do Morcego de Gotham City é sua oposição ao assassinato de qualquer espécie, pois lembra-se bem dos danos que tal crime gera dentro um coração a exemplo do ocorrido com seus pais quando ainda era uma criança. E esse princípio se aplica a quaisquer circunstâncias que o permeiem, deste modo, assumindo que não se corromperá ao ato maligno, pois ele mesmo uma vez alegou que “se você mata um assassino, o número de assassinos continua o mesmo!”. Profundo isso, não?! Mas há um problema claro no raciocínio: no mundo – neste caso, em Gotham – não existe apenas os homens com falha de caráter e/ou má índole como Mr. Freeze ou Clayface (Cara-de-Barro) que podem ser persuadidos ou até negociáveis, mas também existem corruptos imprevisíveis e descontrolados como Firefly (Vagalume), Scarecrow (Espantalho), ou pior ainda, Coringa.

O problema com os últimos criminosos citados é que estes mostram sinais de sócio e psicopatia tão agudos que chegam a passar a mensagem de que são irreversíveis, não dando qualquer esperança para uma possível mudança. Houve um momento que já velho demais para a vida de vigilante da noite, Bruce Wayne, em um combate contra o palhaço do crime (Crime Clown), mostra-se cansado de mais um confronto contra seu maior inimigo, assumindo que é culpado pelas centenas de vítimas do palhaço pelo fato de deixá-lo viver por tanto tempo. Pois como sempre, o morcego, para não se corromper ao crime, não o mata e o leva para a prisão de segurança máxima Blackgate, onde este já forma o rascunho de seu plano de fuga. Apenas neste episódio (O Retorno do Cavaleiro das Trevas) Coringa morre, oficialmente, na tentativa de sujar a reputação do morcego. Mas com isso, Bruce se vê livre do fardo de ser o Cavaleiro das Trevas, podendo assim passar o bastão.

A episódio acima está nesta HQ. Batman – O Retorno do Cavaleiro das Trevas, por Frank Miller.

Como dito anteriormente, o tema é polêmico, profundo e até complexo para não dizer controverso. Por isso e mais que o debate prolonga-se há tempos.

Partindo para as frases polêmicas de figuras polêmicas, faça a observação do ponto de vista de cada um dos lados:

“Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?”

– Fiódor Dostoiévski

“Não se enforca um homem por ele ter roubado cavalos, mas para que os cavalos não sejam mais roubados.”

– Lord Halifax

“Parece-me absurdo que as leis, que são a expressão da vontade pública, que abominam e punem o homicídio, o cometam elas mesmas e que, para dissuadir o cidadão do assassínio, ordenem um assassínio público.”

– Cesare Beccaria

“Algumas pessoas no corredor da morte hoje poderiam não estar lá se os tribunais não tivessem sido lenientes com eles quando eram réus primários.”

– Thomas Sowell

Julgando certo enfatizar, em especial, a frase de Sowell, vemos que a complexidade de condenar alguém à morte é que pode tornar a decisão tão comprometedora, de modo que também viria a contribuir em determinados aspectos, como por exemplo, o fato de um criminoso ter a regalia de viver encarcerado sob os cuidados dos impostos do cidadão que sofreu a perda de seus bens ou de um ente querido por conta de deste mesmo elemento que agora é sustentado com o único dever de “ficar quieto no seu lugar”. Há quem se oponha a este padrão de conduta dos órgãos do Estado de lidar para com meliantes, e com razão!

The sentence is…

A quantidade de casos de encarcerados que cometeram atrocidades mediante uma oportunidade de fuga é imensurável, e nisso muitos baseiam seus argumentos pró pena de morte para criminosos hediondos.

Ainda que a pena de morte seja algo para se refletir muito, e o é, têm-se a perspectiva de que sem os devidos cuidados podemos condenar um inocente à morte, sem qualquer chance de reparo de tais danos, mas por outro lado, com os devidos cuidados podemos livrar a sociedade de uma praga muito pior que qualquer parasita, que é a impunidade.

E certamente este não é o fim deste debate, certo? Mas por hora…That’s all, folks!

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Publicado por caiojoshua

Residente da cidade de São Paulo. Graduando em Marketing e Ciências Biológicas. Músico e Fotógrafo nas horas vagas. Estudante diário de Engenharia e Apologética.

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