O Mundo Paralelo de Celebridades

A revista Rolling Stone publicou uma notícia acerca de comentários do vocalista da banda Slipknot, Corey Taylor, sobre tiroteios e atentados usando-se armas de fogo nos Estados Unidos e a postura de políticos em relação ao tema em questão. No primeiro parágrafo encontra a seguinte fala do cantor:

“Existe uma cultura de armas muito tóxica aqui [nos Estados Unidos]. É como um culto, e isso me preocupa”, disse o artista em entrevista para o Independent.

Em outro comentário do artista ele relata:

“Há muitas armas na América. Eu poderia andar lá fora agora e encontrar uma arma em poucos minutos.”

Vocalista da banda Slipknot, Corey Taylor, cantando em show.

A revolta do artista se deu acima de tudo por comentários de alguns políticos quando estes alegaram que filmes, músicas e até “vídeogames violentos”, segundo Donald Trump, poderiam ser considerados causadores e/ou agravantes para incidentes como os tiroteios em El Paso e Dayton. A ira do vocalista se acendeu principalmente pelas análises abordando o moletom de um dos atiradores que era de uma banda de Metalcore, relacionando o suposto gosto musical do criminoso com sua postura.

Arma (revólver) atirando projétil.

Alguns parágrafos adiante coloca-se outra posição do artista acerca do assunto.

“Música é um alvo fácil porque quem está no poder não a entende”.

[…] Existe uma completa falta de esforço para tentar entendê-la e uma falta de disposição para assumir qualquer parte da responsabilidade por esses eventos”.

O artista se mostram repreensivos quanto aos comentários e postura de políticos entre outras figuras, mas comete o que muitos considerariam o típico argumento suicida no último trecho da notícia seguindo um tuite feito em sua rede social:

“Isso não é sobre a p…. de uma camiseta. E o The Acacia Strain não é uma banda que propaga ódio ou vingança. Culpe o ASSASSINO; não a porra do GUARDA-ROUPA.”

O argumento suicida se dá pela sua implicância com a responsabilização que autoridades despejam sobre música e formas de entretenimento mas em contrapartida alega que “existe uma cultura de armas muito tóxica”, atribuindo a culpa de homicídios a fatores externos como a venda e o direito ao porte de armas ao invés de condenar o assassino como ele mesmo propôs em sua fala no Twitter. Infelizmente não se resume somente a esta fala, pois o artista também comete a incoerência de não atribuir qualquer culpa à cultura em si. O Dr. Minh Dung Nghiem relata em seu livro “Música, Inteligência e Personalidade” os efeitos tanto benéficos quanto maléficos da música e de determinados estilos musicais, incluindo o rock que pode impulsionar práticas agressivas e brutais primitivas, entre outros males. Há uma necessidade objetiva de se ter conhecimento para propagar ideias sobre assuntos relevantes, que aparentemente o artista não possui ou ignora, fazendo-se muito parecido com os políticos que culpa por “falta de esforço para tentar entendê-la e uma falta de disposição para assumir qualquer parte da responsabilidade por esses eventos”.

Livro Música, Inteligência e Personalidade de Minh Dung Nghiem.

Por último, o vocalista de metal comete o então argumento suicida mais de uma vez quando critica a postura de políticos por “não entenderem” a música. Talvez o artista tenha se esquecido que armas são uma necessidade para aqueles que não possuem a força de segurança que celebridades como ele desfrutam, além, é claro, do fato de que os seguranças de Corey Taylor certamente possuem armas para o exercício de sua função, que é garantir que ele não corra o risco de ser uma vítima de atiradores loucos e enfurecidos. Mas provavelmente ele não entende o que é ser um cidadão comum que corre o risco de ser assaltado ou morto por um celular já que o mesmo possui guarda-costas para realizar cada um de seus shows.

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Publicado por caiojoshua

Residente da cidade de São Paulo. Graduando em Marketing e Ciências Biológicas. Músico e Fotógrafo nas horas vagas. Estudante diário de Engenharia e Apologética.

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