Caso Kyle Rittenhouse: como a mídia troca os papéis

Kyle Rittenhouse

O jornalismo parece estar em decadência. E que baita decadência! Confira o link abaixo para entender do que se trata.

Como ele respondia por homicídio por colocar outras pessoas em risco e não por ter assassinado alguém? Legítima defesa não é crime e nem deveria ser. Uma pessoa lutar pela própria vida mereceria punição por qual razão? A arma que ele portava ilegalmente foi exatamente para se proteger e impedir os baderneiros nada pacíficos do BLM. O próprio vídeo mostra o rapaz apenas se defendendo dos “manifestantes”. Culpá-lo de quê? E este parágrafo é o melhor: “A violência aumentou em Kenosha e outras parte dos EUA principalmente depois que ativistas pró-polícia — inclusive milícias armadas — entraram em choque com os manifestantes que protestavam contra a violência racista policial.” Explique a razão de “grupos armados” entrarem em choque com grupos antirracista? Não sabe? Então eu explico: esses grupos são compostos por arruaceiros, vândalos e toda espécie de baderneiro pago ou não. E termina com essa pérola: “Em alguns casos, houve depredação e saques. No entanto, o que se viu na maioria das vezes foram atos pacíficos, inclusive com participação de policiais e autoridades.” No fim da própria matéria (vamos chamar assim, vai), há vídeos dos protestos, e o que você mais vê? Carros em chamas e depredações. Se estivéssemos em 1º de Abril ou ainda no período de Halloween, a matéria talvez fizesse sentido. Como não estamos, é apenas bagaceira do mais baixo nível.

UBER: Como a interferência estatal pode quebrar uma empresa

Em uma matéria da Época NEGÓCIOS entitulada “Como o Uber sobrevive com prejuízo de US$ 1,2 bilhão e sem nunca ter dado lucro?”, abordam alguns acontecimentos consideravelmente recentes e negativos envolvendo a empresa Uber Technologies Inc. Alguns deles trata que “as últimas cifras destacam que a receita da empresa subiu quase 30%, chegando a US$ 3,8 bilhões. Mas o prejuízo líquido ainda está em quase US$ 1,2 bilhão.” O aplicativo da empresa possui quase nota 5 nas avaliações de usuários apesar dos muitos críticos, que dentre eles encontramos muitos taxistas e usuários que sofreram algum tipo de incidente como assédio por parte dos motoristas, mas os últimos ainda são uma parcela mínima mesmo com a quantidade de casos relatados.

Logo do aplicativo de soluções em transporte Uber da empresa UBER Technologies Inc.

“É preciso levar em conta que a atividade principal do Uber é providenciar um software que elimina intermediários. Essa tecnologia reduz muito os custos — comparando com os serviços tradicionais de táxis, por exemplo —, mas não é o suficiente”. O aplicativo gerou inúmeros benefícios para a população no quesito transporte, diversificando as opções disponíveis para locomoção diária, beneficiando também a economia ao gerar emprego para milhares de pessoas tanto desempregadas quanto os insatisfeitos com salários fixos e monotonia, entre outros. Obviamente uma empresa deve lucrar para promover os benefícios de sua proposta, porém o que está de fato acontecendo com a empresa Uber?

Adam Leshinsky, que participa da matéria, afirma que “o que o Uber tem é um tamanho gigante e facilidade de uso”, o que certamente lhe proporcionou o sucesso que contemplamos. Mas qual a razão para um prejuízo tão alto da empresa tendo tantos motoristas e usuários em diversos países? Pensa-se que uma empresa que atinge o público de forma certeira como a Uber deva permanecer firme. Um dos argumentos na matéria da Época NEGÓCIOS é a seguinte:

A principal maneira que Uber e seus competidores, como o Lyft, poderiam fazer dinheiro é se sua competição brutal de preços acabasse. Atualmente, subsidiam suas viagens em muitos mercados ao redor do mundo, e o fizeram durante muitos anos. Se seus preços subirem, terão melhores perspectivas de lucro.

Entretanto, a empresa encontrou uma forma de eliminar intermediários principalmente burocráticos, facilitando que os parceiros se tornassem motoristas sem a necessidade de contratação formal entre outros tipos de vínculo, o que possibilita valores acessíveis ao usuário, o que providencia que a empresa – consequentemente os motoristas – tenha uma base alta de clientes. Ao atingir este ponto, implicaria no aumento ou diminuição da receita.

Usuário solicitando o serviço de transporte da Uber.

Considerando o que foi dito anteriormente, chegamos a um ponto mais consistente para identificação dos problemas que a empresa vem tendo na sua receita. Em matéria da BBC News “O paradoxo do Uber: como o aplicativo libera e aprisiona seus motoristas na ‘economia colaborativa'”, encontramos alguns pontos interessantes, como por exemplo:

São novas formas de trabalho flexíveis e libertadoras ou meios para um tipo de controle remoto do trabalho que mina direitos básicos?

[…]O centro da controvérsia em torno do Uber é que a revolução que causou não é apenas econômica, mas também jurídica. As leis trabalhistas que antes eram razoavelmente claras tornaram-se confusas, como a questão de saber se os motoristas do Uber são ou não empregados da empresa.

Nos últimos meses, mais do que nos anteriores, as críticas sobre direitos trabalhistas e questões jurídicas envolvem a Uber intensificaram e hoje ganham até o amparo de orgãos reguladores e protestos – quando não multas – de sindicatos. Na matéria da BBC News segue-se dizendo:

Meera Joshi, ex-chefe da Comissão de Táxis e Limusines de Nova York, responsável por regular serviços como o Uber em toda a cidade, diz que dados mais precisos são essenciais.

[…] A comissão de Joshi forçou a Uber a fornecer dados sobre motoristas que operam em Nova York. “O que descobrimos foi que as condições eram piores do que os motoristas nos descreveram, e 96% ganhavam menos que o salário mínimo na cidade. A maioria dos motoristas era a principal fonte de renda de suas famílias”, acrescenta.

Depois que o órgao regulador implementou proteções referentes ao salário mínimo para cobrir os 80 mil motoristas de Nova York envolvidos, US$ 225 milhões (R$ 942,6 milhões) por mês “voltaram aos bolsos dos motoristas”, diz Joshi.

As regulamentações encima dos responsáveis pelo aplicativo não se resumem apenas às multas citadas no trecho acima, mas extendem-se ao ponto de impor leis. Explica-se isso brevemente na matéria da Época NEGÓCIOS:

Isso implicou uma luta constante com reguladores e legisladores. Na Califórnia, um dos principais mercados do Uber, uma lei que exige que a empresa trate motoristas como funcionários foi aprovada.

O Uber está lutando para conseguir uma isenção. “Se não conseguirem e tiverem de pagar seus motoristas como funcionários ou restringir as horas que trabalham, será outra razão pela qual terão dificuldades de fazer dinheiro”, observa Leshinsky.

Aparentemente, a razão para a drástica queda financeira da empresa está envolta em burocracia. Multas, regulações, uma empresa que ganhava parceiros diariamente agora se vê nas mesmas condições de empresas com sistemas formais, mesmo que essa não seja uma delas. E, de forma assertiva, na matéria da BBC News fala-se sobre um paradoxo a respeito do tema.

O estudo da Universidade Oxford também destaca que os motoristas da Uber têm níveis mais altos de satisfação com a vida que outros trabalhadores, mas também níveis mais altos de ansiedade. “É o paradoxo do Uber“, diz Duncan McCann, pesquisador da New Economics Foundation.

“É uma prisão e algo libertador. Você pode ativar o aplicativo e começar a trabalhar, mas, se você tem uma família para sustentar, é obviamente menos flexível. Você precisa trabalhar quando há mais demanda: horários de pico e fins de semana.”

Normas reguladoras, entre outros recursos burocráticos, em muitos casos negligenciam a diversidade de caso para caso e ignoram fatores decisivos para o crescimento e desenvolvimento na economia e qualidade de vida num país. Em caso da Uber Technologies Inc. quebrar, todos aqueles que trabalham se utilizando de seu aplicativo perderá o trabalho, e com isso os usuários perderam um serviço de extrema importância. Mas como base para tal imposição fala-se em “direitos trabalhistas” e qualidade de vida. Ganhar pouco mas ganhar, além de sustentar-se e ainda mover a economia não é o fundamental, mas sim que todos paguem por algo que não lhe retribuirá ou mais tarde lhes cobrará caro. De fato, é um paradoxo, mas não só do Uber, e sim do Estado em si.

Israel – Tecnológico, Empreendedor e Militar

Mais uma vez Israel se destaca por sua inovação e empenho tecnológico, além de demonstrar um perfil genuinamente empreendedor. Em artigo na Forbes “Por que Israel é referência em tecnologias capazes de resolver problemas globais” diz-se o seguinte:

Um dos países mais avançados do mundo segundo o Índice Global de Inovação da Organização das Nações Unidas, Israel tem posicionado seus ecossistemas de agtech e foodtech na busca de soluções de temas que extrapolam suas diminutas fronteiras (a área total do país é de cerca de 22 mil quilômetros quadrados). Mas o país é um gigante em tecnologia aplicada ao campo e à alimentação humana, com cerca de 650 startups ativas nos dois segmentos, 44% a mais que o número de empresas ativas em cibersegurança, outro setor pelo qual o país é conhecido.

Israel, país autoridade em tecnologia e inovação.

Confira mais informações a respeito nos seguintes links: https://forbes.com.br/negocios/2020/04/por-que-israel-e-referencia-em-tecnologias-capazes-de-resolver-problemas-globais/

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/30/tecnologia/1498797340_490111.html

https://www.forbes.com/sites/gilpress/2017/07/18/6-reasons-israel-became-a-cybersecurity-powerhouse-leading-the-82-billion-industry/#4d59b032420a

https://techcrunch.com/2019/01/06/a-look-back-at-the-israeli-cyber-security-industry-in/

https://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,99-food-comecara-operacoes-em-12-cidades-durante-o-mes-de-maio,70003288783

https://www.startse.com/noticia/ecossistema/entenda-como-israel-se-tornou-startup-nation

https://www.istoedinheiro.com.br/o-vale-do-silicio-do-oriente-medio/

https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2018/10/4-fatores-que-fazem-de-israel-o-paraiso-das-startups.html

https://gizmodo.uol.com.br/cyberweek-israel-2018/

https://innovationisrael.org.il/en/report/innovation-report-2018#block-views-block-reports-block-1

https://abmes.org.br/noticias/detalhe/2902

http://www.laiob.com/blog/5-curiosidades-sobre-o-modelo-israelense-de-inovacao/

https://valor.globo.com/mundo/coluna/sem-recursos-naturais-israel-aposta-em-inovacao.ghtml

O Mundo Paralelo de Celebridades

A revista Rolling Stone publicou uma notícia acerca de comentários do vocalista da banda Slipknot, Corey Taylor, sobre tiroteios e atentados usando-se armas de fogo nos Estados Unidos e a postura de políticos em relação ao tema em questão. No primeiro parágrafo encontra a seguinte fala do cantor:

“Existe uma cultura de armas muito tóxica aqui [nos Estados Unidos]. É como um culto, e isso me preocupa”, disse o artista em entrevista para o Independent.

Em outro comentário do artista ele relata:

“Há muitas armas na América. Eu poderia andar lá fora agora e encontrar uma arma em poucos minutos.”

Vocalista da banda Slipknot, Corey Taylor, cantando em show.

A revolta do artista se deu acima de tudo por comentários de alguns políticos quando estes alegaram que filmes, músicas e até “vídeogames violentos”, segundo Donald Trump, poderiam ser considerados causadores e/ou agravantes para incidentes como os tiroteios em El Paso e Dayton. A ira do vocalista se acendeu principalmente pelas análises abordando o moletom de um dos atiradores que era de uma banda de Metalcore, relacionando o suposto gosto musical do criminoso com sua postura.

Arma (revólver) atirando projétil.

Alguns parágrafos adiante coloca-se outra posição do artista acerca do assunto.

“Música é um alvo fácil porque quem está no poder não a entende”.

[…] Existe uma completa falta de esforço para tentar entendê-la e uma falta de disposição para assumir qualquer parte da responsabilidade por esses eventos”.

O artista se mostram repreensivos quanto aos comentários e postura de políticos entre outras figuras, mas comete o que muitos considerariam o típico argumento suicida no último trecho da notícia seguindo um tuite feito em sua rede social:

“Isso não é sobre a p…. de uma camiseta. E o The Acacia Strain não é uma banda que propaga ódio ou vingança. Culpe o ASSASSINO; não a porra do GUARDA-ROUPA.”

O argumento suicida se dá pela sua implicância com a responsabilização que autoridades despejam sobre música e formas de entretenimento mas em contrapartida alega que “existe uma cultura de armas muito tóxica”, atribuindo a culpa de homicídios a fatores externos como a venda e o direito ao porte de armas ao invés de condenar o assassino como ele mesmo propôs em sua fala no Twitter. Infelizmente não se resume somente a esta fala, pois o artista também comete a incoerência de não atribuir qualquer culpa à cultura em si. O Dr. Minh Dung Nghiem relata em seu livro “Música, Inteligência e Personalidade” os efeitos tanto benéficos quanto maléficos da música e de determinados estilos musicais, incluindo o rock que pode impulsionar práticas agressivas e brutais primitivas, entre outros males. Há uma necessidade objetiva de se ter conhecimento para propagar ideias sobre assuntos relevantes, que aparentemente o artista não possui ou ignora, fazendo-se muito parecido com os políticos que culpa por “falta de esforço para tentar entendê-la e uma falta de disposição para assumir qualquer parte da responsabilidade por esses eventos”.

Livro Música, Inteligência e Personalidade de Minh Dung Nghiem.

Por último, o vocalista de metal comete o então argumento suicida mais de uma vez quando critica a postura de políticos por “não entenderem” a música. Talvez o artista tenha se esquecido que armas são uma necessidade para aqueles que não possuem a força de segurança que celebridades como ele desfrutam, além, é claro, do fato de que os seguranças de Corey Taylor certamente possuem armas para o exercício de sua função, que é garantir que ele não corra o risco de ser uma vítima de atiradores loucos e enfurecidos. Mas provavelmente ele não entende o que é ser um cidadão comum que corre o risco de ser assaltado ou morto por um celular já que o mesmo possui guarda-costas para realizar cada um de seus shows.

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